quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Prece Budista


Assim como uma sólida rocha não é sacudida pelo vento,
assim os sábios não são movidos pela censura ou elogio.
Sejam eles tocados pela alegria ou a tristeza,
os sábios permanecem serenos, como um lago tranquilo.
A maior parte das pessoas sobe e desce o rio,
mas aqueles que conhecem o Dharma atravessaram a sua margem.
Os construtores de canais conduzem a água,
os fazedores de flechas endireitam a haste,
os carpinteiros trabalham a madeira,
os virtuosos domam a si mesmos.

Namastê / Namaskar

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Como procede o sincero praticante do TAO?

O Taoísmo ensina que é preciso 
superar as dicotomias aparentes da realidade, 
para poder Equilibrar-se no caminho, 
em direção à Elevação Espiritual.



Não critica nenhuma atitude.

Não condena nenhum procedimento.

Não reclama de nenhuma situação.
Não espera reconhecimento de nada.

Não busca nenhum tipo de aplauso.

Evita com toda energia qualquer discussão.

Jamais aponta os erros dos outros.

Jamais da ordem de correção ou mudança nas pessoas.

Respeita sempre as opiniões alheias.

Elogia as pessoas fazendo-as ver DEUS dentro delas.

Aprecia qualquer pessoa com respeito e atenção.

Encoraja a todos em qualquer situação.

Procura despertar nas pessoas o gosto pelas coisas corretas.

Interessa-se pelos problemas dos outros, mesmo banais.

Ouve atentamente qualquer explanação.

Estuda os interesses e objetivos da outra pessoa.

Controla seus próprios impulsos em qualquer situação.

Vive bem consigo mesmo, porque não erra mais.

Usa de diplomacia em tudo. Usa de cortesia em tudo.

Usa de sinceridade em tudo que fala.

O incentivo brota de seus lábios como o mel brota do favo.

Jamais toma para si o que não lhe pertence.

Não participa nem estimula opiniões negativas.

É contrário a qualquer ação negativa.

Respeita as pessoas em qualquer crença religiosa ou política.

É o maior defensor da vida. Jamais aceitará abortos, eutanásia etc.

Nunca fala mentiras, pois percebe que isso o muda de fases.

Por saber que é filho da luz, não abraça nenhuma ilusão.

Experimenta o ponto de vista da outra pessoa 
e desperta nela um vigoroso desejo de sucesso.

Desenvolve inúmeros impulsos positivos em prol da VIDA.

Adora pensar grande.

Namastê / Namaskar

terça-feira, 17 de outubro de 2017

O Significado do ॐ OM



ॐ Essa sílaba única, Om, vem dos Vedas. Como uma palavra sânscrita, significa Avati Raksati – aquilo que lhe protege, lhe abençoa.

É considerado o som mais próximo da palavra Divina, e a origem de todas as demais. Segundo o Mandukya Upanishad, OM é aquele que existiu e existirá sempre.

A sílaba OM é considerada por várias escolas, mestres e tradições o som primordial do Universo.

Assim, pode-se afirmar que OM é o princípio, meio e fim. É a totalidade. É chamado na Índia por mátriká mantra, o som matriz matriarcal que tudo originou. Nos Vedas, é definido como “aquele que tudo inclui, a origem e o fim do Universo”.

Portanto, Nele o universo se cria, se conserva e se dissolve. É o som-semente que desenvolve o centro de força da “Terceira Visão”, responsável pela intuição, meditação e pelos fenômenos da telepatia e clarividência.


É o primeiro dos símbolos sagrados na Índia que possui a força de ser a descrição visual do som cósmico, do qual toda a matéria e o espaço são originados. No seu som monossilábico, contém Brahman ou o universo inteiro em sua energia. O universo inteiro significa não somente o universo físico, mas também a experiência dele.

Deste modo, o OM é fundamental na cultura Hindu, e seu símbolo é a primeira figura que toda a criança deve desenhar no início de sua educação.

Ele é, também, a primeira evocação que é cantada para evocar os deuses numa oração. Seu motivo pode ser visto em pórticos, portões, templos, livros em geral, textos religiosos, em berços de recém nascidos e em roupas cerimoniais, numa grande variedade de cores e com muitos tipos de enfeites.

Podemos vê-lo como um equivalente à luz branca, em que nele pode ser encontrado todas as cores do arco-íris. Na tradição Hindu Om é a palavra de afirmação solene e respeitoso acordo .

OM é a contração da palavra SOHAM e é, assim, o Som Primordial, o sopro vital, o som de vida. Ele equilibra o Ser dando-lhe todo o seu poder estabelecendo a harmonia entre os diversos veículos do homem integral nas suas três divisões fundamentais (corpo, mente e espírito).

Por outro lado, sendo o som mais puro que existe, ele regenera o homem a todos os níveis e situa-o no plano divino. OM é, por excelência, o som universal de meditação, aquele que dá progressivamente acesso às mais altas realizações espirituais.




Dentro do símbolo há os cinco elementos do Universo – terra, fogo, ar, água e éter. Confome o mestre hindu Pranavopanishad, o A é nirman (criação de tudo), é Brahma, o criador e a Terra. U é shiti (conservação do Universo), é Vishnu, o preservador. O espaço M é Pralaya (transformação do Universo), é Shiva, o dstruidor e a iluminação. Observe que na existência tudo é regido por estas três energias: criação, preservação e destruição.

Avati Raksati: 
aquilo que lhe protege, lhe abençoa. 
Como se dá essa proteção? 
É um Mantra e é um nome do Senhor.

O nome do Senhor lhe protege através da repetição do próprio nome. Pelo nome você reconhece o Senhor. E, portanto, é reconhecimento em forma de oração.

Uma compreensão profunda sobre este símbolo místico revela que é composto de três sílabas combinada em uma, não como uma mistura física mas como uma combinação química.

Na verdade em Sânscrito a vogal 'o' é constitucionalmente um ditongo composto de a + u; por isso OM é representativamente escrito como AUM.


Apropriadamente, o símbolo do AUM consiste de três curvas (curvas 1, 2 e 3), um semicírculo (curva 4) e um ponto.

A curva maior 1 simboliza o estado de vigília, neste estado a consciência é voltada para o interior através dos portões dos sentidos.

O tamanho grande significa que este é o estado mais comum ('maioria') da consciência humana.
A curva de cima 2 mostra o estado de sono profundo ou estado de inconsciência.

Este é um estado onde quem dorme não deseja nada nem passa por nenhum sonho.
A curva do meio 3 (que se localiza entre o sono profundo e o estado de vigília) significa o estado de sonho.

Neste estado a consciência do indivíduo é voltado para o interior e o sonhador contempla uma visão encantadora do mundo atrás das pálpebras dos olhos.

Estes são os três estados da consciência de um individuo, já que o pensamento místico Indiano acredita que a realidade manifestada inteira se origina desta consciência, portanto estas três curvas representam o fenômeno físico.

O ponto (4) significa o quarto estado da consciência, conhecido em Sânscrito como turiya.

Neste estado a consciência não parece nem extrínseca nem intrínseca, nem os dois juntos.
Significa o voltar para a quietude de toda existência relativa e diferenciada. Este estado quieto total, pacífico e bem-aventurado é o alvo absoluto de toda atividade espiritual.

Este estado Absoluto(não-relativo) ilumina os outros três estados.

Finalmente, o semi círculo simboliza Maya e separa o ponto das outras três curvas. Deste modo, é a ilusão de maya que nos previne da realização dos mais altos estados de bem-aventurança. O semi-círculo é aberto no topo e não toca o ponto. Isto significa que este estado mais alto não é afetado por maya.


Maya só afeta o fenômeno manifestado.

Este efeito é quem previne o investigador de alcançar seu alvo final, a realização do Um, do onisciente, do não-manifesto, do princípio Absoluto.

Desta maneira, a forma de OM representa tanto o não-manifesto e o manifesto, o númeno e o fenômeno.

Sendo um mantra, ele é repetido, e, portanto, torna-se uma prece. O Senhor é o protetor e o provedor; aquele que abençoa é o Senhor; o Senhor é na forma de bênção.

Repetido Om, você invoca o Senhor naquela forma específica. Então, dessa maneira, Om lhe protege. Portanto, ele é fiel a seu nome. É o Senhor que lhe protege, e não o som.

O Senhor é Um e não-dual. Isso é o que dizem os Vedas. O que existia antes, o que existirá depois e o que existe agora.

Tudo isso, Sarvam, é realmente Om. Tudo o que existe é Om. Tudo o que existiu é Om, e também tudo o que existirá depois, no futuro. Passado, presente e futuro, incluindo o tempo e tudo o que existe no tempo - tudo isso é Om. Aquele Om é Brahman.

Portanto, o Senhor é não-dual, e esse não-dual é Um. A sílaba é também uma e não-dual, significando que tudo está dentro dela. E tudo está dentro de Om.

Como um som sagrado também, a pronúncia das três sílabas AUM é aberto para uma rica análise lógica.

O (A) simboliza o estado de vigília, e assim, o estado de sonho (simbolizado por U), situa-se entre o estado de vigília (A) e o estado de sono profundo (M). Na verdade um sonho nada mais é do que um componente da consciência da vida em vigília formada pela inconsciência do sono.

A é um mátra, U é outro e M mais outro. Brahman é sarvam (tudo) e também está na forma de três. Brahman em estado causal, como súkshma prapañcha, o mundo sutil, e o sthúla, o mundo físico. O corpo físico é chamado de sthúla, assim como o universo físico.

Dentro desse corpo físico existe outro mundo. É o mundo do nosso prana que mantém este corpo vivo e inclui a mente e os sentidos. É sutil, pois está dentro desse corpo físico, não visível, mas sua presença não se perde. Portanto, o que mantém esse corpo vivo, sem o qual estaria morto, isso é súkhma.

Quando sthúla e súkshma estão juntos, então existe vida. Quando súkshma não está presente, esse corpo físico fica inerte.

Dessa maneira, temos o Senhor nos três níveis: no nível físico, sutil e causal. Na nossa vida diária também temos três estados distintos de experiência: o acordado, o sonho e o sono profundo.

No sono profundo o indivíduo está na forma causal. No sonho você se identifica com o súkshma (sutil), sua própria mente. A mente está acordada e existe uma experiência de sonho e um mundo de sonho.

E você ainda identifica-se com o corpo físico e tem então o estado acordado. Então temos três estados de experiência e três mundos. Isso constitui o indivíduo enquanto ser acordado e todo o mundo físico, o ser que sonha e todas as experiências sutis e o causal, no sono profundo. São três e completam tudo o que existe a nível individual e total.

Além da natureza tríplice do OM como um som sagrado está a quarta dimensão invisível que não pode ser distinguida pelos nossos restritos órgãos dos sentidos como nas observações materiais.
Esta quarta dimensão é indescritível, silêncio total que segue a elocução do OM.

Uma quietude de todas as manifestações diferenciadas, ou seja, um estado pacífico , bem-aventurado e não-dual. Na verdade este é o estado simbolizado pelo ponto na iconografia tradicional do AUM.

Geralmente, cantamos Om no início e no final de qualquer coisa. Om representa um início auspicioso.

O simbolismo tríplice do OM é compreensível para a maioria de nós humanos 'ordinários' , percebidos tanto no nível intuitivo quanto objetivo . Isto é responsável pela popularidade e aceitação geral.

Por este símbolo se estender sobre o espectro inteiro do universo manisfestado, faz com que seja uma fonte verdadeira de espiritualidade.


De acordo as ciências espirituais Indianas, Deus primeiro criou o som e destas frequências sonoras veio o mundo do fenômeno.

Nossa existência total é constituída destes sons primordiais, que dão origem aos mantras quando organizados por um desejo de se comunicar, manifestar, invocar ou materializar.

É dito que a própria matéria se originou do som e o OM é o mais sagrado de todos eles.

O OM (ॐ) é o ponto de ligação de um ponto qualquer com todo o resto universo, isto é, não só representa esse momento de paz como também representa o silêncio que une dois mundos diferentes.


É a sílaba que precede o universo e da qual os deuses foram criados. É a sílaba "raiz" (mula mantra), a vibração cósmica que mantém unidos os átomos do mundo e dos céus.


Mantra OM (AUM) 
Meditação tibetana para aumentar a intuição e clarividência


Deva Premal - Om Namo Bhagavate
OM NAMO BHAGAVATE (do sânscrito): 
é um dos mantras de evocação de Krishna. 

OM: é a vibração interdimensional que interpenetra a tudo e a todos.
NAMO: Saudação ou reverência ao poder divino.
BHAGAVATE: Respeito ao Senhor.

Quando alguém faz esse mantra completo, evoca Krishna como homem que também viveu aqui na Terra e sabe das dificuldades enfrentadas por todos.

(fonte: muitoalem2013.blogspot.com.br)


Namastê / Namaskar

sábado, 14 de outubro de 2017

Significado de Namastê / Namaskar


Namastê ou Namaskar

A palavra Namaskar é composta de três aspectos:
Namah significa “Eu saúdo”, a raiz da palavra, kr, quer dizer algo como “fazer” e ghain é simplesmente um sufixo comum em Sânscrito.

Então, quando combinamos essa palavra com o gesto de levar as mãos unidas ao ponto entre os olhos enquanto abaixamos a cabeça em direção ao coração, estamos – conscientemente ou não – dizendo: 
“Eu saúdo com minha mente e com o amor que reside no meu coração a Divina Consciência que habita dentro de você.”

Então, quando dizemos “Namaskar”, não estamos nos relacionando somente com o ser humano por assim dizer, mas entendemos que aquela pessoa é a manifestação da consciência que nos une.

Namastê
Como vimos, Namah significa “Eu saúdo” e te significa você. Ou seja, “Eu lhe saúdo”. Nesse caso, o “você” se refere à Consciência Divina suprema e não a um ser humano.

Por isso, em diversas tradições Yoguis, Namastê só é utilizado com uma Entidade Divina e Namaskar se usa para saudar o Supremo que reside no ser humano.

Obs.: Também podemos Dizer Namastê, para pessoas jovens. E Namaskar para pessoas idosas.

Namastê / Namaskar

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Religião Taoísta ou Taoísmo

A origem da filosofia do Taoismo é atribuída aos ensinamentos do mestre chinês Erh Li ou Lao Tsé (velho mestre), um contemporâneo de Confúcio, nos anos 550 a.C.

O Taoismo é uma tradição espiritual que propõe o retorno do homem a um estado de consciência e vida plena, ao Tao.



Lao Tsé

Os meios para o retorno ao Tao englobam as artes (Su), a lei (Fa (conjunto de métodos místicos que restauram a ordem, a organização, a lei interior e exterior através da força espiritual)) e o caminho (Tao).

O Taoismo é uma tradição espiritual milenar chinesa, sendo que há uma Sociedade Taoista da China, fundada em 1990 pelo sacerdote Wu Jyh Cherng, que trouxe o puro conhecimento da tradição, adquirido com os mais representativos mestres iluminados.

O Taoismo religioso (Tao Ciao) surgiu na dinastia do imperador Han, no século II. Tchuang-tseu, um discípulo de Lao Tsé e filósofo chinês, que morreu no princípio do século III, desenvolveu e proliferou os ensinamentos de seu mestre, este homem acreditava que o “Tao-te-Ching” era a fonte da sabedoria e a solução para todos os problemas da vida e escreveu uma média de 33 livros sobre a filosofia de Lao-Tsé, que resultou na composição de 1.120 volumes, os quais formam o Cânon Taoista.

Quanto às origens do TaoIsmo, 
podem ser atribuídas três principais:

O mais antigo, o mítico “Imperador Amarelo”

O livro de aforismos míticos escrito por Lao Zi

Os trabalhos do filósofo Zhuang Zi


As “filosofias de vida” do Taoismo são: 
o Tao, o Wu-Wei e O Yin e Yang.

Os Taoistas creem que quando os eventos e as coisas são permitidos existir em harmonia natural com a força macro-cósmica, então existe paz; eles consideram também que tudo no mundo é composto pelos elementos opostos Yin e Yang.

Símbolo do Taoismo

A doutrina básica do Taoismo resume-se numa forma prática, conhecida como as “Três Jóias”: compaixão, moderação e humilhação, sendo que a bondade, simplicidade e delicadeza também são virtudes que o Taoismo busca aparentar às pessoas.

O lado positivo é o Yang (força positiva do bem, da luz e da masculinidade), e o negativo, o Yin (essência negativa do mal, da morte e da feminilidade), quando estes elementos não estão equilibrados, o ritmo da Natureza é interrompido com desajustes, resultando em conflitos.

O Wu-Wei que quer dizer “não fazer” ou a “não ação”. O Wu-Wei não é a mera inatividade, mas sim a ação perfeita, é a ação feita em perfeita harmonia com o todo, com a natureza, com a pessoa e sua situação.

A religião Taoista conserva apenas uns traços da filosofia de Lao Zi com empréstimos de ideias e práticas culturais do Budismo, com a introdução de vários deuses, deusas, gênios, e uma mistura com algumas crenças preexistentes, como a Teoria dos Cinco Elementos, a alquimia e o culto aos ancestrais.

Apesar da Yoga não referenciar ao Taoismo, ela incorpora a mesma filosofia da “Força” como sustentador da vida e da estética.

Namastê / Namaskar

Tao * A Sabedoria do Silêncio Interno


Sabedoria Taoísta

Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia). Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia.


Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi.

Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada. Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia. O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.

Se você se identifica com o êxito, terá êxito. Se você se identifica com o fracasso, terá fracasso. Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna. Aprenda a ser como o Universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem (pré)conceitos.

Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reações emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluida.

Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões. Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente invisível, misteriosa, indefinível, insondável como o Tao.

Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre dá-nos o necessário. Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos. Tenha confiança em si mesmo. Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros. Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação.

Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão. Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria. Se realmente há algo que não sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o fato. Não saber é muito incômodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe.

Evite julgar ou criticar. O Tao é imparcial nos seus juízos: não critica ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade. Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas.

O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra. Tudo o que o incomoda nos outros é uma projeção do que não venceu em si mesmo. Deixe que cada um resolva os seus problemas e concentre a sua energia na sua própria vida. Ocupe-se de si mesmo, não se defenda. Quando tenta defender-se, está a dar demasiada importância às palavras dos outros, a dar mais força à agressão deles.

Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afetam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de os convencer para ser feliz. O seu silêncio interno torna-o impassível. Faça uso regular do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo.

Pratique a arte de não falar. Tome algumas horas para se abster de falar. Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do Tao ilimitado, em vez de tentar explicar o que é o Tao. Progressivamente desenvolverá a arte de falar sem falar, e a sua verdadeira natureza interna substituirá a sua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do seu coração e o poder da sabedoria do silêncio.

Graças a essa força, atrairá para si tudo o que necessita para a sua própria realização e completa libertação. Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre… O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio. Se o ego se impõe e abusa desse Poder, este converter-se-á num veneno, que o envenenará rapidamente.

Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno. Respeite a vida de tudo o que existe no mundo. Não force, manipule ou controle o próximo. Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser. Por outras palavras, viva seguindo a via sagrada do Tao.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Mantra Om Mani Padme Hum


O Mantra Om Mani Padme Hum, 
é fácil de dizer e muito Poderoso, 
porque contém a Essência de todo o Ensinamento.

Quando você diz a primeira sílaba: 

"Om": é abençoada para ajudar você a atingir a perfeição na prática da generosidade. 

"Ma": ajuda a aperfeiçoar a prática da ética pura. 

"Ni": ajuda a alcançar perfeição na prática da tolerância e paciência.

"Pad": a quarta sílaba, ajuda a alcançar perfeição da perseverança.

"Me": ajuda a alcançar perfeição na prática da concentração, e a sexta sílaba. 

"Hum": ajuda a alcançar perfeição na prática da sabedoria.

Namastê / Namaskar